terça-feira, 23 de maio de 2017

História de Pirenópolis, Goiás

 I. - Pirenópolis, Goiás


Pirenópolis é um município histórico, sendo um dos primeiros do estado de Goiás. Foi fundado com o nome de Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte pelo minerador português Manoel Rodrigues Tomar. 


Visão geral a partir da escadaria da Mariz
As minas da região foram descobertas pelo bandeirante Amaro Leite, porém foram entregues aos portugueses por Urbano do Couto Menezes, companheiro de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera Filho, na primeira metade do século XVIII. Segundo a tradição local, o arraial foi fundado em 7 de outubro de 1727, porém não há documentos comprobatórios e muitos historiadores e cronistas antigos afirmam ser a fundação em 1731.

Foi importante centro urbano dos século XVIII e XIX, com mineração de ouro, comércio e agricultura, em especial a produção de algodão para exportação no século XIX. Ainda no século XIX, com o nome de cidade de Meia Ponte, destacou-se como o berço da música goiana, graça ao surgimento de grandes maestros, bem como berço da imprensa em Goiás, já que ali nasceu o primeiro jornal do Centro Oeste, denominado Matutina Meiapontense. Uma vez que citamos aqui o primeiro jornal do Centro Oeste, o poeta Leo Lynce diz, nos seguintes versos decassílabos: Que mundo de emoções experimento,/ ao recordar-te gleba hospitaleira/ - berço da imprensa de Goiás -, primeira/ luz acesa no nosso pensamento. 

Em 1890, a cidade teve seu nome mudado para Pirenópolis, o município dos Pireneus, nome dado à serra que a circunda. Ficou isolada durante grande parte do século XX e redescoberta da década de 1970, com a construção da nova capital do país, Brasília. 

Hoje, é famosa pelo turismo e pela produção do quartzito, a Pedra de Pirenópolis.



II. - Patrimônio Histórico

Tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1989, o município conta com um Centro Histórico ornado com casarões e igrejas do século XVIII, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728-1732), a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1750-1754) e a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (1750-1754), além de prédios de relevante beleza arquitetônica como o Teatro de Pirenópolis, de estilo híbrido entre o colonial e neoclássico, de 1899, e o Cine Teatro Pireneus, em estilo art-déco, de 1919 e a Casa de Câmara e Cadeia construído em 1919 como réplica idêntica do original de 1733.

a) Casario colonial 











b) Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário


A Matriz de Pirenópolis, é a mais tradicional igreja católica do estado de Goiás, e é dedicada a Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos pirenopolinos. A imagem de Nossa Senhora do Rosário veio para Pirenópolis em 1727.




Igreja de Nossa Senhora do Rosário


A construção da igreja que seria consagrada a Nossa Senhora do Rosário iniciou-se no ano de 1728, sendo construída por meio de um sistema misto em taipa de pilão, adobe, alvenaria de pedra e madeira.



Os primeiros registros relacionados à matriz foram feitos em 1732, com o primeiro batizado realizado na igreja e em 1734, quando foram iniciados os registros no Livro de Óbitos dos sepultamentos realizados na Matriz

Para chegar ao seu aspecto contemporâneo, a igreja passou por vários acréscimos e alterações. Em 1758 foi assentado o assoalho da capela-mor e, em 1761, foram construídos o retábulo e as quatro janelas da capela-mor, além das portas de acesso à sacristia e ao consistório. A “camarinha”, espaço localizado atrás da capela-mor, foi acrescentada em 1763, ano em que foi deliberado pela Irmandade do Santíssimo Sacramento a construção da segunda torre, provavelmente a torre esquerda (lado do nascente)


Interior da Igreja

a) Original


Em talha de madeira com laminações em ouro, os cinco magníficos altares expressavam a habilidade e paciência dos eméritos entalhadores e marceneiros meiapontenses do século XIX.



O altar-mor, construído em 1761, expressava a feição típica de um barroco singelo bem como o uso parcimonioso dos ornatos dourados. 



As antigas estátuas da Igreja Matriz, em talha de madeira, são de origem portuguesa. Em 1773 já se encontravam nos altares laterais as imagens de Santo Antônio de PáduaSão Miguel e São Francisco de Paula.




b) Restauro de 1996 a 1999


Entre os anos de 1996 e 1999 foi feita uma completa  restauração arquitetônica e artística da Matriz, com participação da Sociedade dos Amigos de Pirenópolis, sob orientação do IPHAN. 

c) Incêndio de 2001


Em 5 de setembro de 2002 a igreja sofreu um incêndio que consumiu o telhado e toda a parte interna do monumento incluindo o altar-mor e todos os demais. No mesmo ano iniciaram-se as obras de salvamento emergencial do edifício. O início das obras de restauração aconteceu em 2003 e, em 2004, foi aberta a exposição Canteiro Aberto.


Teto original destruído 
Novo altar lateral
altar-mor que era da antiga Igreja
Nsa. Sra. Rosário dos Pretos


O novo altar-mor


Com o acidente da Matriz, configurou-se uma situação inusitada - havia uma igreja sem altar-mor e um altar-mor sem igreja. Era chegada a hora de, unindo os homens de todas as cores e mesma fé, transplantar um coração, a alma da Nossa Senhora do Rosário dos brancos, dos pretos e dos mestiços, cuja Igreja havia sido destruída mas o altar permaneceu intacto. A alma da Nossa Senhora do Rosário do povo brasileiro e pirenopolino. (wikipedia)



Pequeno Museu



Pequeno Museu na parte superior da Igreja


c) Rio das Almas

Foi nas águas do Rio das Almas que Manuel Rodrigues Tomar descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região em 1727. Em frente dessa ponte mostrada fica a Casa de Câmara e Cadeia e do lado a Igreja de Nossa Senhora do Carmo.








d) Casa de Câmara e Cadeia - Atual Museu do Divino

Casa de Câmara e Cadeia, atual Museu do Divino



Interior do Museu - Festa do Divino e Cavalhadas

Pirenópolis é palco das famosas Festa do Divino e Cavalhadas. 

A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, é um festejo religioso de origem portuguesa que dura cerca de 20 dias e foi reconhecida como Patrimônio Cultural brasileiro. Mantém como símbolos o Imperador do Divino, a coroa, o cetro e as bandeiras.

As Cavalhadas de Pirenópolis são atividades que giram em torno de representações dramáticas, equestre de uma luta entre mouros e cristãos pelo domínio da península Ibérica durante a Idade Média na Europa e são alegrados por centenas de mascarados, alguns montados a cavalo. O mascarado típico de Pirenópolis usa a máscara de boi. Esta festa é considerada como uma das mais belas e expressivas do Brasil.   
As duas festas acontecem durante as festividades de Pentecostes, 50 dias após a Páscoa, e reúnem diversas outras manifestações, como congadas, reinados, juizados, folias, queima de fogos, pastorinhas, missas e a "Novena do Divino", com seus cânticos em latim.




Coroa do Imperador

Pastorinhas
Divino Espírito Santo
Máscaras


Máscaras e Fantasias mais comuns
Bandeira do Divino



Cavalhada - Disputa Mouros e Cristãos


reduto dos mouros
reduto dos cristãos

e) Igreja de Nossa Senhora do Carmo


A Igreja de Nossa Senhora do Carmo é um dos marcos da fundação da cidade, tendo sido construída em arquitetura de terra entre 1750 e 1754, próximo às margens do Rio das Almas, em cujas águas Manuel Rodrigues Tomar descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região em 1727. Sua fachada, de grande simplicidade, compacta e de volumetria incomum da arquitetura colonial brasileira, esconde a decoração barroca-rococó dos altares do interior, com rica talha com uma delicada interpretação do rococó, especialmente nos altares do cruzeiro e na capela-mor, onde se expõe ainda significativa estatuária sacra.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

f) Igreja de Nosso Senhor do Bonfim


Uma outra das mais tradicionais igrejas católicas da cidade, é essa dedicada ao Senhor do Bonfim.

Foi erguida a partir de 1750, ano em que chegou a imagem de Nosso Senhor Jesus do Bonfim , trazida de Salvador pelo sargento-mor Antônio José de Campos, estando concluída em 1754.

A imagem de Nosso Senhor do Bonfim veio de Salvador para Pirenópolis, através de um comboio com 264 escravos.

Em 1887 foi restaurada para pior, com a introdução do estilo neogótico, mas em 1937 voltou a aparência primitiva, entretanto perdeu-se a pintura do teto e das paredes do altar-mor, onde se podia ver todas as estações do calvário e os florões recortados nos barrados das paredes.




Igreja Nosso Senhor do Bonfim

A construção atual se encontra, portanto, na sua forma original de uma típica igreja colonial portuguesa. Ela possue duas torres sineiras laterais, e chama a atenção por suas dimensões e pela posição de destaque na elevação onde foi instalada.



g) Praça do Coreto


Coreto
Pousada do Frade


Símbolo da Festa de Pirenópolis


Fantasia de mascarado junto com a placa de Pirenópolis

h) Outras construções

casa colonial
casa colonial

centro de artes
cinema
museu das cavalhadas

III. - Referências


Wikipedia - Pirenópolis / Festa do Divino de Pirenópolis

Fotografia de Historia com Gosto


Nenhum comentário:

Postar um comentário