segunda-feira, 23 de maio de 2016

Arquitetura - Espaços Públicos: Aeroporto de Madrid Barajas

1. - Introdução


O Aeroporto Adolfo-Suárez em Madrid-Barajas, foi aberto em 1933, e desde então foi ampliado várias vezes. A última e mais significativa foi em 1997, quando a empresa privada Aena que é a sua proprietária, anunciou um concurso para uma nova expansão. 

A proposta vencedora foi a do arquiteto britânico Richard Rogers, em colaboração com Antonio Lamela do Estudio Lamela de Madrid 

Barajas é o maior aeroporto espanhol por tráfego de passageiros e carga aérea, o quinto na Europa e o vigésimo nono no mundo em número de passageiros.

Tem quatro terminais conhecidos como T1, T2, T3 e T4. O conjunto do T4 tornou-se operacional no início de 2006, fazendo com que o Aeroporto de Barajas em Madrid se tornasse o maior da Europa por terminais de superfície, com um milhão de metros quadrados, distribuídos entre T1, T2, T3, T4, T4-S. O terminal T4 custou cerca de 07 (sete) milhões de euros.







2. - Prêmios


O terminal T4 do Aeroporto de Barajas  foi homenageado com o Prémio Stirling do Royal Institute of British Architects, o mais prestigiado da Grã-Bretanha em arquitetura. Ganhou também outros premios internacionais como os Prémios Europeus de RIBA 2006, Melhor Projeto de Engenharia 2005 pelo Instituto de Engenharia de Espanha e  o Prêmio Design T + L 2006, na categoria de "Melhor espaço público '.





3. - Conceito

O processo de concepção centrou-se  no fornecimento aos passageiros de melhores condições de permanência, criando uma experiência atraente e tranquila. 

O trabalho baseia-se em três ideias: Os telhados de papelão ondulado, colunas em pares, e uma gama de cores do arco-íris que variam de azul escuro para vermelho e para o amarelo. 

As cores nas colunas que sustentam o telhado ondulado, fazem a identificação das diferentes áreas do terminal. O projeto atende altas exigências de energia e redução de custos, e uma grande funcionalidade. 










4. Detalhes Arquitetônicos


4.1 - Luz natural


Cada módulo é separado do seguinte por um espaço a que chamamos o "canyon". Trata-se da interface entre as várias fases, facilitando a sua orientação e que é reforçado pela introdução de luz natural no edifício. Isso  reduz de forma significativa a dependência de iluminação artificial, melhorando drasticamente a qualidade e a percepção do espaço.

4.2 - Estrutura


O novo terminal tem uma clara progressão dos espaços para as partidas e chegadas de passageiros. O projeto do edifício, de forma modular cria uma seqüência repetitiva formada por ondas enormes em asas de aço pré-fabricadas. 

A base tem uma grande estrutural central dupla em forma de árvores. Estes pilares em forma de H são abertos na parte superior por dois tubos de aço estruturais inclinados. Esses tubos diminuem o seu diâmetro à medida que se aproximam da placa ondulada que suporta o telhado.


4.3 - Materiais


Pisos


Os pisos das diversas partes foram cobertos com grandes lajes de mármore em diferentes tons que combinam pisos de vidro reforçado em determinadas áreas de descanso.  






As áreas de esteiras de bagagem, mais escuras e fechadas, são iluminadas por inúmeros pontos de luz cercada por grandes telas brancas de metal penduradas nas vigas do teto.





O mesmo tipo de iluminação é adotado na área do free-shopping e dos restaurantes.


Teto

A impressionante estrutura ondulada de metal do teto,  é coberta com tiras de bambu que dão uma aparência suave e simples. 

Em contraste, tubos de aço estrutural, em forma de árvores são pintadas com cores diferentes, em uma gama de matizes graduadas. O lado de fora do telhado foi concluída em alumínio.






Meio Ambiente



Os arquitetos foram confron-tados com o desafio de equilibrar o uso de sistemas ambientais de luz natural e que convivessem com o intenso calor do verão de Madrid. 

Isto foi conseguido através do posicionamento do aeroporto para que ele pudesse se beneficiar da orientação norte-sul e as suas fachadas principais de frente para o leste e oeste. 





As fachadas são protegidas por uma combinação de saliências profundas geradas pela continuação do teto buscando  sombreamento externo.  O uso da luz natural também é um componente-chave na redução do consumo de energia.



5. Referências



- Página de Arquitetura da wikipedia: : https://en.wikiarquitectura.com/index.php/Barajas_T4

- Fotos: Shutterstock.com






Nenhum comentário:

Postar um comentário