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domingo, 19 de agosto de 2018

Villa Lobos e as Bachianas Brasileiras

I. - Villa Lobos  


 foto de Villa Lobos junto ao piano  Heitor Villa-Lobos, foi o compositor brasileiro de maior expressão da música erudita no Brasil na época do modernismo. 

Nasceu no Rio de Janeiro em 5 de março de 1887 e faleceu também no Rio de Janeiro em 17 de novembro de 1959. 

Destaca-se por ter sido o principal responsável pela introdução de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que contêm nuances das culturas regionais brasileiras, com os elementos das canções populares e indígenas. 

No Brasil, sua data de nascimento é celebrada como Dia Nacional da Música Clássica. 

Estilo

É possível encontrar na obra de Villa-Lobos preferências por alguns recursos estilísticos: combinações inusitadas de instrumentos, arcadas bem puxadas nas cordas, uso de percussão popular e imitação de cantos de pássaros. O maestro não defendeu e nem se enquadrou em nenhum movimento,  e continuou por muito tempo desconhecido do público no Brasil e atacado pelos críticos. Também se encontra em sua obra uma forte presença de referências a temas do folclore brasileiro.

Fonte: Wikipédia - Villa Lobos

II. - Pequeno histórico


foto de Villa Lobos de paletó    Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, foi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico. No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador,  deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo.

Aos 12 anos, órfão de pai, Villa-Lobos passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos "chorões", representantes da melhor música popular do Rio de Janeiro, e, neste contexto, desenvolveu-se também no violão. 

Em 1922 Villa-Lobos participou da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte embarcou para a Europa, regressando ao Brasil em 1924


Era Vargas


foto de Villa Lobos regendo   Em 1930, Villa-Lobos, que atuava no Brasil como maestro, planejava o seu retorno a Paris. Uma das consequências da revolução nesse ano resultou que dinheiro não poderia ser retirado do país, tornando Villa-Lobos incapaz de pagar qualquer tipo de aluguel no exterior. Sendo assim, forçado a ficar no Brasil, ele organizou vários concertos nos arredores de São Paulo e compôs músicas educativas e patrióticas.

Em 1932 ele se tornou diretor da Superintendência de Educação Musical e Artística (SEMA), e, entre as suas atividades, produzia arranjos, como a Missa Solemnis de Ludwig van Beethoven e também de várias composições brasileiras.

A sua posição no SEMA o levou a compor diversas peças consideradas patrióticas e propagandistas. A sua série de Bachianas Brasileiras são consideradas uma notável exceção.


O impacto de sua obra

O impacto internacional de sua obra fez-se sentir especialmente na França e Estados Unidos, como se verifica pelo editorial que o The New York Times dedicou-lhe no dia seguinte a sua morte. Villa-Lobos casou-se em 1913 com a pianista Lucília Guimarães. Separou-se e casou-se em 1948, com Arminda Neves d'Almeida com quem viveu até a sua morte e ficou encarregada de administrar a sua obra. Villa Lobos nunca teve filhos.

Fonte: Wikipédia Villa lobos


III. - Bachianas Brasileiras


Bachianas brasileiras é uma série de nove composições de Heitor Villa-Lobos escrita em 1922. Nesse conjunto, escrito para diversas formações, Villa-Lobos fundiu material folclórico brasileiro (em especial a música caipira) às formas pré-clássicas no estilo de Bach, intencionando construir uma versão brasileira dos Concertos de Brandemburgo. Esta homenagem a Bach também foi feita por compositores contemporâneos como Stravinski. Todos os movimentos das Bachianas, inclusive, receberam dois títulos: um bachiano, outro brasileiro.

São trechos famosos de Bachianas a Tocata (O Trenzinho do Caipira), quarto movimento das n° 2; a Ária (Cantilena), que abre as de n° 5; o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho), ambos nas n° 4.



 foto da capa do cd de Villa Lobos Bachianas Brasileiras - capa te  folhas e pássaro brasileiro

Bachiana #5


Provavelmente o trabalho mais popular do compositor, tendo sido a mais gravada fora do Brasil, é dividida em dois movimentos:


  • Aria (Cantilena) - Adagio
  • Foi dedicada a Arminda Villa-Lobos. A letra deste movimento é de Ruth Valadares Corrêa, e a composição possui semelhanças com obras como a "Ária" de Bach e o "Vocalise" de Rachmaninov. Ruth Valadares também foi a cantora do movimento durante sua estréia em 1939, sob condução do próprio Villa-Lobos.
  • Dança (Martelo) - Allegretto
  • A letra deste movimento é de Ruth Valadares Corrêa, apresentada em 1945. Dois anos mais tarde, estreou em Paris.





Letra da segunda parte

"Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente. Sobre o espaço, sonhadora e bela! Surge no infinito a lua docemente, Enfeitando a tarde, qual meiga donzela Que se apresta e alinda sonhadoramente, Em anseios d'alma para ficar bela Grita ao céu e a terra toda a Natureza! Cala a passarada aos seus tristes queixumes E reflete o mar toda a Sua riqueza... Suave a luz da lua desperta agora A cruel saudade que ri e chora! Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente Sobre o espaço, sonhadora e bela!"

Bachiana #4  - 

Foi composta para piano a partir de 1930, mas estreada somente em 1939. Recebeu novo arranjo para orquestra em 1941, estreando em meados do ano seguinte. Esta obra contém quatro movimentos:

  • Prelúdio (Introdução) - Lento
  • Coral (Canto do Sertão) - Largo
  • Ária (Cantiga) - Moderato
  • Dança (Miudinho) - Muito animado


a) Preludio


 


b)  Dansa (Miudinho)


 



IV. - Os intérpretes


a) Amel Brahim

Amel Brahim-Djelloul é uma cantora de ópera soprano e recitalista. Ela é argelina e francesa com origem berbere .



 foto da cantora  Amel Brahim-DjelloulConsiderada uma das cantoras mais promissoras de sua geração, Amel Brahim-Djelloul iniciou seus estudos musicais com o violino. Ela começou a estudar canto em 1995 em Argel sob o ensino de Abdelhamid Belferouni. 

Particularmente admirada pela qualidade de sua voz e seu opulento timbre iluminado pelo sol, Amel Brahim-Djelloul aparece regularmente em recitais com Claude Lavoix, Anne le Bozec e Anne-Céline Barrère, por exemplo em abril de 2006 na Ópera de Lille e em junho de 2006 na Festival Saint-Denis.

Fonte: Wikipédia - Amel Brahim


b) Nelson Freire


Nelson Freire começou a tocar piano quando tinha três anos, surpreendendo a todos ao tocar de memória peças que haviam sido executadas pela sua irmã mais velha, Nelma. Seus principais professores no Brasil foram Nise Obino e Lúcia Branco, que havia estudado com um aluno de Franz Liszt. Em seu primeiro recital, aos 5 anos de idade, Nelson escolheu a Sonata para piano em Lá maior, K331 de Mozart.



 foto de Nelson Freire pianista e intérprete das Bachianas  Em 1957, aos 12 anos de idade, Nelson Freire foi o sétimo colocado no Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, cujo vencedor foi o austríaco Alexander Jenner, e na prova final executou o Concerto para piano n.º 5 "Imperador" de Beethoven.

Em 1964, Nelson Freire conquistou o primeiro lugar no Concurso Internacional de Piano Vianna da Motta em Lisboa e em Londres recebeu as medalhas de ouro Dinu Lipatti e Harriet Cohen.



Nelson Freire embarcou em sua carreira internacional em 1959, dando recitais e concertos nas maiores cidades da Europa, Estados Unidos, América Central e do América do Sul, Japão e Israel.


Fonte: Wikipédia - Nelson Freire

c) Gabriel Ferraz


Gabriel Ferraz é Doutor em Musicologia na University of Florida (2012), Mestre em Performance Pianística pela Miami University de Ohio (2009), Mestre em Musicologia pela Universidade de São Paulo (2005), e Bacharel em Performance Pianística pela Universidade de São Paulo (1999). Sua tese de doutorado investiga os desdobramentos políticos da participação de Villa-Lobos como educador musical e agitador cultural, de 1932 a 1945, no regime de Vargas, e revela aspectos nunca antes investigados do trabalho educacional de Villa-Lobos. O trabalho demonstra que, mais do que um educador, VIlla-Lobos foi um doutrinador, impondo valores nacionalistas e rígida disciplina aos escolares, e, por meio de concertos educacionais, inculcando valores associados à ideologia de Vargas também em adultos.

(fonte: https://www.escavador.com/sobre/3808773/gabriel-augusto-ferraz)

V. - Referências


A quase totalidade do texto é uma cópia / compilação dos artigos da Wikipédia, que são usados com o intuito de divulgação cultural.


Wikipedia - Villa Lobos / Bachianas Brasileiras / Amel Brahim / Nelson Freire