domingo, 12 de novembro de 2017

Dubrovnik, Croácia, capital da Dalmácia.

1. - História de Dubrovnik



Dubrovnik (em italiano: Ragusa), é uma cidade costeira da Croácia localizada no extremo sul da Dalmácia. É um porto marítimo, um dos destinos turísticos mais concorridos do Mar Adriático e a cidade mais importante do condado de Dubrovnik-Neretva. Em 2001 a população do município era de 43 770 habitantes, dos quais 30 436 na cidade, a maior parte deles de origem croata(88,39%), havendo ainda 3.26% de origem sérvia e 3.17% de bósnios.








Pela sua beleza natural e urbanística, e pelo que representa para a história, Dubrovnik é conhecida como "a pérola do Adriático", devido aos seus antigos habitantes a distinguirem como única numa região onde imperava a barbárie.

Capital do condado de Dubrovnik-Neretva, Dubrovnik é uma cidade rodeada de muralhas e fortificações, na base do monte de São Sérgio, que se derrama sobre as águas do Mediterrâneo.

A cidade velha de Dubrovinik está classificada, desde 1979, como patrimônio mundial pela UNESCO. As imponentes e bem conservadas muralhas, a arquitetura medieval, renascentista e barroca, a paisagem do Adriático, os cafés e restaurantes fazem de Dubrovnik um destino turístico único. 



Localização Estratégica






A prosperidade da cidade sempre foi baseada no comércio marítimo. Na Idade Média foi a capital da República de Ragusa, a única cidade-estado no Adriático oriental a rivalizar com Veneza, e que teve o seu apogeu nos séculos XV e XVI. Em 1991 foi cercada e bombardeada por forças militares da Sérvia e Montenegro na sequência da fragmentação da Jugoslávia, o que provocou grandes estragos.


2. - Resumo Histórico


2.1 - Ilha de Laus


O início da história de Dubrovnik geralmente é em torno de  um pequeno assentamento que estava em uma ilha chamada Laus, que era, naquela época, separada do continente por um pântano. Havia também um assentamento grego maior nas proximidades  chamado Epidauros (atual Cavtat).



2.2- Reino Ostrogodo  (476 ~ 535)




Após o colapso do Império Romano do Ocidente em 476,  a região passaria a ser ocupada pelos Ostrogodos até 535, quando Justiniano adicionou o território ao Império Bizantino. Depois, os bizantinos formariam a Tema da Dalmácia no mesmo território.

Tribos eslavas, dentre elas os croatas, chegaram ao que são hoje a Croácia e a Bósnia e Herzegovina no século VII. Os croatas organizaram-se em dois ducados: o Ducado Panônio, no norte, e o Ducado Dálmata, ao sul. A evangelização dos croatas foi concluída no século IX.





2.3 - Ragusa (614)




A teoria mais aceita é que Dubrovnik foi fundada no século VII por refugiados da cidade romana próxima que se chamava Epidauro. Essas pessoas fugiram da cidade por causa das invasões dos ávaros-eslavos em 614, e procuraram abrigo em uma ilha montanhosa chamada Laus, cuja geografia facilitava a proteção contra ataques.

Com o tempo o nome da ilha foi se modificando e passou a se chamar Raus, e depois Ragusa.

Por volta desta época, um outro assentamento com o nome de Dubrovnik já existia, fundado por croatas no litoral. O nome proveniente vem de dubrava que significa "carvalho. Dubrovnik era separado de ragusa por um pantâno. Com o tempo o pantâno foi secando e as duas regiões ficaram unidas.





2.4 - Império Bizantino (634 ~1205)


Depois da queda do Reino Ostrogodo, a cidade ficou sob o domínio do Império Bizantino, embora na prática fosse quase uma cidade-estado, que interagia ativamente com o o litoral montenegrino que lhe estava próximo.

Em 980 a cidade torna-se sede de diocese. O governo era chefiado por um reitor que era eleito mensalmente, que ficava alojado no palácio do reitor, onde não podia receber amigos nem família, consagrando todo o seu tempo ao governo. 



Apesar de em 1081 já ter uma frota considerável, isso não impediu que nesse ano fosse saqueada pelos normandos. No século XII a cidade foi muralhada para se defender das ameaças de invasões, tanto de oriente como de ocidente. A República de Ragusa compreendia então apenas os portos de Ragusa (Dubrovnik) e de Ragusavecchia (Cavtat) até 1120, data em que alargou os seus territórios. Já nessa altura os seus governantes eram eleitos.

Entre 1180 e 1190 o Grão-príncipe sérvio de Ráscia, Estêvão Nêmania, tenta por duas vezes conquistar a república sem sucesso. Em 1233 e 1242 as fronteiras são novamente alargadas



Do século VII até o século XII, a cidade cresceu sob o domínio do império bizantino.



2.5 - Républica de Veneza (1205 a 1358)


A cidade de Dubrovnik, com sua arte naútica e o comércio muito bem organizados, tornou-se um  concorrente de peso à Veneza que, por isso, fez tudo para refrear o seu rival cada vez mais importante.

De 1205 a 1358 (153 anos), Dubrovnik ficou sob o controle da República de Veneza.
Durante o governo  da República de Veneza, os cidadãos de Durbrovnik tiveram que aceitar o governador e bispo nomeados por Veneza. Veneza nomeava também diretamente, os representantes / membros do Conselho Maior e procurava de todas as maneiras manter o poder total sobre a cidade. 

Nesse período o desenvolvimento do comércio marítimo de Dubrovnik continuou a ocorrer mas em ritmo mais lento. Entretanto, as relações comerciais com o interior dos Bálcãs tornou-se muito mais importante. 

Veneza teve uma grande influencia na arquitetura dos edifícios da cidade.

Tratado de Zadar


Quando morreu o Doge de Veneza, Giovanni Gradenigo, em 1356, Giovanni Dolfino o sucedeu. Nesse período , os húngaros invadiram a Dalmácia, onde os venezianos tinham um gtande domínio. Os húngaros aproveitaramm a parte oriental da Herzegovina , e permitiram ao líder local Vojeslav Vojnov assumir o título de Conde na parte ocidental da Herzegovina. No ano seguinte, os húngaros estabeleceram-se em Zadar e em outras localidades da Dalmácia, até então sob o domínio veneziano. Quando as autoridades de Zadar anunciam em 1358 que aceitavam o protetorado húngaro, outras cidades e ilhas Dalmacianas seguiram seu exemplo (Veglia, Lesina, Ragusa...), e Veneza foi obrigada a assinar a paz em Zadar e abriu mão de qualquer controle na área da Croácia.




2.6 - Império Húngaro / Domínio Otomano- República de Ragusa (1358 - 1806  )

Tributos ao Império Húngaro (1358 a 1526)


Com o Tratado de Zadar, de 1358, Ragusa ganhou uma independência relativa como estado vassalo do Reino da Hungria, a quem pagaria tributo até à batalha de Mohács, em 1526. A autoridade da Hungria não ia além dos impostos e da frota, pelo que é comum apontar-se 1358 como o ano da independência da República de Ragusa

Entre o século XIV e 1808, Ragusa governou-se a si própria como um estado livre. As leis da república eram bastante inovadoras para a época, contemplando, por exemplo a regulamentação do planejamento urbanístico e das quarentenas por razões sanitárias.




Influência Otomana - República de Ragusa (1364 a 1526)



Dois séculos depois, em 1364, ou seja 20 anos antes da célebre Batalha do Kosovo, que determinou o domínio turco sobre os Balcãs, a república assinava com o sultão otomano um tratado de aliança e proteção, o primeiro do seu gênero assinado entre um estado muçulmano e um estado cristão.  

A atual fronteira entre a Croácia e a Bósnia-Herzegovina corresponde exatamente ao limite histórico da expansão turca — os turcos detiveram-se no cimo das montanhas que dominam a cidade como uma muralha mas não desceram, concedendo uma espécie de privilégio à pequena cidade cristã.





Domínio Otomano - Pagamento de impostos  (1526 a 1718)



A partir de 1526, com a derrota da Hungria para os turcos otomanos, a república pagou tributo ao Império Otomano, situação que se manteve até 1718, data em que se elevava a 12 500 Ducados por ano.  Todos os anos uma delegação da república dirigia-se a Istambul com o tributo e aí permanecia um ano como refém até que o tributo do ano seguinte fosse pago.





2.7 - República Independente = (1718 a 1806)


Entre 1718 a 1806, a república de Ragusa viveu sem um controle externo mas foi também um período tribulado na navegação do mediterrâneo. 



2.8 - Controle de Napoleão (1806 a 1815)


Em 1806 a cidade rendeu-se às forças de Napoleão, pois considerou-se a única forma de acabar com o bloqueio das armadas montenegrinas e russas, que durou um mês durante o qual caíram sobre a cidade 3000 balas de canhão. 

No princípio, Napoleão requereu apenas passagem livre para as suas tropas e prometeu não ocupar o territórios, enfatizando que os franceses eram amigos dos ragusianos. No entanto, algum tempo mais tarde, os franceses bloquearam os portos e forçaram o governo a deixar entrar as tropas francesas na cidade.

Em 31 de janeiro de 1808 a república foi abolida por um decreto napoleônico que nomeou o marechal Auguste de Marmont como duque de Ragusa.




2.9 - Domínio Austríaco (1815 a 1918)


Brasão do império Austro-Húngaro
Em 1815, o Império Austríaco (a partir de 1867, a Áustria-Hungria), após a derrota de Napoleão, obteve a posse das províncias da Ilíria no Congresso de Viena. 

Os Habsburgo constituíram o Reino da Dalmácia, com capital em Zadar, na qual Dubrovnik foi integrada com o nome oficial de Ragusa. Foi estabelecida uma administração que pretendia centralizar lentamente as burocracias de impostos, comerciais, religiosas e de educação com vista a estimular a economia. 

A região de população falando croata e italiano e governada por uma monarquia centralizadora alemã (Habsburgos) tendia a aumentar o clamor por independencia a cada ano.


2.10- Iugoslávia (1918 a 1991)


Com o fim da primeira guerra e a extinção da monarquia dos Habsburgos, foi criado o reino da Iugoslávia incluindo Eslovênia, Croácia, Sérvia, Montenegro, Ragusa. O reino da Iugoslávia durou até 1991 quando iniciou-se o processo de separação com a Eslovênia. 

Logo em seguida a Croácia, com  Dubrovnik incluída, por razões históricas e de etnia da  população, também optou pela independência. O fato gerou ataques da Sérvia e Montenegro


2.11 - Guerra de separação

Em 1 de outubro de 1991, Dubrovnik foi atacada e cercada pelo JNA durante sete meses. Os bombardeamentos de artilharia mais violentos ocorreram em 6 de dezembro de 1991, quando foram mortas 19 pessoas e 60 ficaram feridas. O exército jugoslavo nunca mostrou intenção de ocupar a cidade, pois oficialmente propunham que fosse restaurada a antiga República de Ragusa, independente tanto da Sérvia e Montenegro como da Croácia, uma tese que tinha alguns apoiantes entre os habitantes da cidade

2.12 - Croácia - (1991 - )


No período recente Dubrovnik tem desenvolvido principalmente a sua vocação turística e marítima. A indústria náutica aos poucos vola a se desenvolver na cidade. 

Com a filmagem da série Game of Thrones usando Dubrovnik como referência a cidade voltou a ser palco de multidões de turistas. 


3. - Principais Pontos de Interesse histórico

3.1 - Portas de entrada - Porta Pile


A Porta Pile está localizada na parte ocidental das antigas muralhas de Dubrovnik e é o principal acesso à Cidade Velha. A estrutura  é também o primeiro monumento a ser encontrado entrando na vila medieval da cidade. 

O conjunto é composto por uma porta exterior, construída em 1537, e uma interior, datada de 1460. No passado, as duas portas estavam conectadas por uma longa ponte móvel de madeira, que foi então substituída pela estrutura de pedra atual. A passagem de Napoleão foi celebrada em 1806, atravessando a porta para anunciar o fim da República de Dubrovnik. 

Nas duas portas, no exterior e no interior, há uma estátua de São Blasio. A escultura que repousa sobre a porta renascentista é uma das mais antigas representações do santo padroeiro de Dubrovnik. A estátua localizada no nicho da porta interna foi feita pelo escultor croata Ivan Meštrović.

Passando pela primeira porta, você pode ver de perto os contrapesos que eram usados ​​para levantar a ponte levadiça à noite e evitar a entrada de inimigos. Entre a porta interna e a exterior, há também uma placa memorial que lembra o dano sofrido por Dubrovnik durante os cerco de 1991 e 1992.


Porta Pile - cidade fortificada Dubrovnik


3.2 - Fonte grande de Onofrio



Obra da primeira metade do século XV do arquiteto Onofrio di Giordano della Cava, de Nápoles, faz parte do sistema de abastecimento de água projetado por aquele arquiteto. Tem 16 lados e a sua água provém de uma nascente situada a 20 km. Situa-se junto à porta de Pile.







3.3 - Conjunto Igreja Salvador / Mosteiro Franciscano / Igreja Franciscana

a) Igreja do Salvador


Após um terremoto em 17 de maio de 1520, que matou cerca de 20 pessoas e danificou muitos edifícios na cidade, o Senado local que governou a República de Dubrovnik encomendou uma nova igreja como um sinal de gratidão por poupar a cidade de uma destruição ainda maior. A inscrição monumental acima da entrada principal na fachada dianteira atesta isso. Desenhado pelo arquiteto Petar Andrijić de Korčula, a construção começou em 1520 e a igreja foi completada em 1528.

A igreja tem uma nave com um cofre gótico com cruzada. As janelas laterais também são góticas com os típicos arcos apontados. No entanto, a fachada principal com os elementos renascentistas no portal e o topo semicircular de três folhas, bem como a abside semicircular, revelam um estilo renascentista reconhecível.

Em 1667, Dubrovnik foi atingido novamente por um terremoto desastroso que matou cerca de 5.000 cidadãos e destruiu grande parte da cidade. No entanto, a Igreja de São Salvador resistiu ao desastre para que possa ser vista hoje em sua forma original, como um excelente exemplo da arquitetura renascentista da cidade.







b) Convento Franciscano

Obra do século XIV, foi severamente danificado pelo terramoto de 1667, embora o claustro e outros elementos ainda sejam românicos com elementos góticos. Tem uma bibioteca com cerca de 30 000 volumes, entre eles 22 incunábulos (primeiros livros impressos) e 1500 valiosos manuscritos. 


b.1 claustro




b.2 Farmácia


Um dos pontos altos do Convento Franciscano é a sua farmácia. Ela foi fundada em 1317 e é considerada a terceira farmácia mais antiga da Europa. Levando-se em conta que ela nunca foi fechada, é a que tem mais tempo em funcionamento. 

Nessa farmácia estão armazenadas inúmeras fórmulas farmaceuticas, incluindo poções exóticas como a fórmula para alcanças a juventude eterna. 


Parte dos objetos desta antiga farmácia estão exibidas no Museu.



b.3 Tesouro

Das peças do museu que nele funciona destacam-se uma cruz dourada e um turíbulo (pequeno incensário) do século XV, um crucifixo de Jerusalém do século XVIII, um martirologio, obra de 1541 de Bernardin Gucetic, e saltério (conjunto de livros de salmos) iluminados. 




c) Igreja do Convento



A igreja do mosteiro é das mais ricas da cidade. Da igreja original só resta o magnífico pórtico, obra do final do século XV, de estilo gótico, mas com marcas do espírito renascentista. A igreja foi praticamente destruída pelo terremoto de 1667, tendo sido reconstruída em estilo barroco.

c.1 - altares




3.4 - Strad run e as ruelas




A Placa Ulica (ou Stradun) é a principal rua da cidade, que assim como as demais dentro da muralha, é fechada para carros. E esse é um dos pontos altos de Dubrovnik. No passado era nesse lugar que ocorria a separação entre o continente e a ilha.



O local da rua atual costumava ser um canal pantanoso que separava Ragusa do assentamento florestal de Dubrava antes de ser recuperado no século 13. A Stradun se estende através da cidade murada na direção leste-oeste, conectando a entrada ocidental chamado "Pile Gate" ao "Ploče Gate" no extremo leste. As extremidades também estão demarcadas com fontes do século XV (a Fonte grande do Onofrio na seção ocidental e a Fonte pequena do Onofrio na extremidade leste). Tem ainda torres de sino (o Campanário de Dubrovnik para a extremidade leste e o campanário anexado a o mosteiro franciscano a oeste).





Stradrun - rua principal

Stradun tornou-se a principal via da cidade no século 13, e sua aparência atual foi, em sua maior parte, criada após o devastador terremoto de 1667, em que a maioria dos prédios em Ragusa (como Dubrovnik era chamada) foram destruídos. Antes do terremoto, as casas que alinhavam a rua não eram tão uniformemente projetadas como aparecem hoje, com muitas delas com arcadas e decorações elaboradas. Após o terremoto de 1667 e um grande incêndio que se seguiu logo depois, a República de Ragusa aprovou uma lei que especifica o layout de todos os futuros edifícios residênciais construídos na cidade.

3.5 - Igreja de São Braz

A igreja mais venerada da cidade, justamente por  São Brás ser o padroeiro de Dubrovnik, foi erigida no século XVIII em estilo barroco, para substituir a mais antiga, românica, do século XIV que pegou fogo. É uma obra do arquiteto veneziano M. Gropeli, tendo como modelo a igreja de São Maurício. Alguns dos impressionantes tesouros da igreja antiga, como as relíquias de São Brás, foram preservados do incendio,









3.6 - Palácio dos Reitores




Antiga residência oficial do reitor, a autoridade máxima da república, é uma construção de meados do século XV, em estilo gótico e renascentista com algumas adições barrocas, que atualmente aloja o departamento de História do Museu de Dubrovnik. Era o centro do governo da república — o reitor era eleito pelo Grande Conselho e o seu mandato durava um mês, durante o qual não estava autorizado a deixar o palácio senão para tarefas do governo, nem tampouco podia receber amigos ou familiares.





Interior





Peças




3.7 - Palácio Sponza



O melhor exemplo da arquitetura renascentista da cidade, o palácio Sponza é um dos mais belos e mais bem preservados da cidade. Construído entre 1516 e 1522 em estilo gótico e renascentista, ele é muito representativo da maioria dos palácios públicos e privados de Dubrovnik que existiam antes do terramoto de 1667. Localiza-se num dos extremos da Stradrun, a artéria principal da cidade antiga. O seu nome deriva de spongia em referência ao local onde eram recolhidas as águas da chuva que foi um de seus usos. 

No tempo da república nele funcionavam a alfândega e seus armazéns,  além de outros serviços públicos.  Nele funcionou um banco, casa da moeda, sede das finanças públicas e arsenal de armamento. Atualmente abriga os arquivos nacionais. 







3.8 - Catedral





Exemplar imponente do barroco, foi construída após o terremoto de 1667, para substituir a catedral anterior do século XII, que por sua vez tinha sido construída sobre uma basílica bizantina do século VI ou VII. Segundo a lenda, a reconstrução do século XII teria sido financiada pelo rei inglês Ricardo Coração de Leão em reconhecimento pela ajuda que recebeu quando naufragou perto da cidade em 1192. No altar-mor tem uma pintura da Assunção de Ticiano e vários relicários de São Brás.

















3.9 - Fonte pequena de Onofrio




A pequena fonte de Onofrio foi construída na conclusão das obras da rede de abastecimento de água de 1438. Ela pertencia ao mesmo sistema que a fonte grande e se destinava a abastecer o mercado que se situava na praça de Lógia.



Foi construída pelo mesmo Onofrio que construiu a fonte grande, com decorações do escultor milanês Pietro di Martino. Ela tem forma octogonal e tem uma coluna em estilo barroco.


Ela apresenta semelhanças com as fontes de Viterbo, vilarejo italiano.

3.10 Igreja dos Dominicanos







Obra dos séculos XIV e XV, assemelha-se a uma fortaleza, mas o interior contém uma igreja românico-gótica e um museu de arte com peças de Dubrovnik, Veneza e outros lugares. Um dos tesouros do mosteiro é a biblioteca, com mais 16 000 volumes, 240 incunábulos, numerosos manuscritos iluminados e outros importantes documentos, e uma extensa coleção de arte.




3.11 - Porto



O que antigamente era o Porto que simbolizava a grandeza de Dubrovnik, devido a sua frota marítima e o seu intenso comércio, hoje é um porto local para barcos de passeio, iates, ...,.



Desse local saem a maioria dos passeios marítimos contornando a cidade velha, visita às ilhas vizinhas, ...,.





3.12 - Muralhas



Uma das marcas de Dubrovnik, é a sua muralha que circunda toda a cidade estendendo-se ao longo de 2 Km em volta dela. É uma das mais bem preservadas fortificações da Europa.  

A altura chega aos 25 metros nas partes mais altas e a espessura varia entre quatro e seis metros nas partes viradas para terra, sendo sensivelmente mais finas nas partes viradas para o mar. 






O sistema de torreões e torres destinava-se a proteger a cidade. Foram construídas entre o século VIII e XVI e normalmente possuem duas seções, uma interior e outra exterior. 





Existem cinco bastiões, três torres circulares, doze torres retangulares e uma grande fortaleza. Um fosso corria ao longo da secção exterior. A defesa da cidade era complementada por duas fortalezas separadas, a de Revelin, a leste, e a de Lovrijenac, a sudoeste.




4. - Outros lugares de Dubrovnik - Lapad


Lapad é uma grande península em Dubrovnik que fica no lado oposto à Cidade Velha de Dubrovnik. É uma área relativamente nova. A maior parte dos hotéis e restaurantes de Dubrovnik fica nessa área. La também há um trecho com praia para banhistas e uma rua costeando as rochas onde se construíram pequenos decks de repouso e locais para famílias e grupos tomarem sol e mergulharem ao mar. Tem vistas maravilhosas conforme mostrado abaixo.


a) Praia






b) Rua costeira margeando







5. Referências


Wikipedia - Dubrovnik

Site http://viagallica.com/croatie

fotos: HistoriacomGosto



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