segunda-feira, 3 de outubro de 2016

São João del Rei

I - São João del Rei



São João del-Rei é um município brasileiro da região do Campo das Vertentes, pertencente ao estado de Minas Gerais. É uma das maiores cidades setecentistas mineiras. A cidade foi fundada por bandeirantes paulistas, considera-se Tomé Portes del-Rei como seu fundador.

Localizado na Bacia do Rio Grande, tem seu relevo formado pelas serras do complexo da Serra da Mantiqueira. É um polo para cidades do sudeste e sul de Minas Gerais. 

Mesmo na região do centro histórico é possível observar diversas linhas arquitetônicas com casas coloniais, igrejas barrocas, rococós e outras. São João del-Rei é conhecida também por ser uma cidade universitária devido a presença da UFSJ, do IPTAN e IF-Sudeste de MG, além do grande número de repúblicas estudantis espalhadas pela cidade.

Nasceram, em São João del-Rei o presidente eleito do Brasil Tancredo Neves, o cardeal dom Lucas Moreira Neves, Otto Lara Resende, padre José Maria Xavier (compositor sacro), Francisca Paula de Jesus, que está em via de ser canonizada e o violeiro cantador Chico Lobo.



São João del rei fica a 184 Km de Belo Horizonte, 156 Km de Ouro Preto e 335 Km do Rio de Janeiro.


Histórico


O Arraial Novo do Rio das Mortes, que deu origem à cidade, foi fundado entre 1704 e 1705. Porém, a região já era ocupada desde pelo menos 1701, quando Tomé Portes del-Rei se estabeleceu na região do Porto Real da Passagem (hoje nas proximidades dos bairros de Matosinhos em São João del-Rei e Porto Real em Santa Cruz de Minas).

Entre 1707 e 1709, o Arraial se tornou um dos palcos da Guerra dos Emboabas, um conflito armado que também alcançou vastas regiões de Minas Gerais: principalmente as do rio das Velhas (Sabará), rio das Mortes (São João del-Rei) e Vila Rica (Ouro Preto). Nas proximidades de São João del-Rei, durante a guerra, ocorreu o episódio conhecido como Capão da Traição.

Em 8 de dezembro de 1713, o arraial alcançou foros de vila com o nome de São João del-Rei, clara homenagem a dom João V. Em 1714, passou a ser a sede da recém-criada Comarca do Rio das Mortes.

O ouro, a pecuária e a agricultura permitiram o desenvolvimento e progresso da vila, elevada à categoria de cidade a 8 de dezembro de 1838. (Texto wikipedia)

II - Arquitetura, Solares e Casario Colonial



A cidade evoluiu de arraial minerador para importante pólo comercial da região do Campo das Vertentes, isso faz com que exista na cidade uma mescla de estilos arquitetônicos que tem origem na arte barroca, passa pelo ecletismo e alcança o moderno. 



São João del Rei cresceu e é hoje uma cidade com quase cem mil habitantes.  Em São João del-Rei, é possível apreciar a evolução urbana de uma vila colonial mineira, mas também os traços do crescimento desordenado característico dos dias de hoje. 


Casario Colonial




Alguns locais para serem apreciados são o Solar dos Neves e dos Lustosa, o Solar da Baronesa (atual Centro Cultural da UFSJ), o antigo asilo de São Francisco e casa onde nasceu Otto Lara Resende, a casa de Bárbara Heliodora, o Solar do Barão de Itambé, dentre outros.



Solar dos Neves

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III - Igrejas de São João del Rei


a) Igreja de Nossa Senhora do Rosário (1719)



A Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi a primeira igreja construída em São João del Rei. Ela foi construída pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos. No ano de 1753 passou a apresentar o atual pórtico com elementos decorativos e a elegante porta almofadada. Em 1936 a fachada foi adaptada para abrigar as duas torres. O interior é bastante simples. No altar-mor, há uma bonita imagem de Nossa Senhora do Rosário.















b) Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar (1721)


Apesar de constantes e rigorosas pesquisas, não se sabe ao certo a data de fundação da Paróquia. Supõe-se que isso tenha ocorrido por volta do ano de 1700. Sabe-se, no entanto, que a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar foi construída em 1721 por iniciativa da Irmandade Santíssimo Sacramento.

O prédio da Basílica foi erguido em alvenaria de pedra, e embora guarde muitos traços barrocos da construção primitiva, mostra alguma influência da estética neoclássica, introduzida nas extensas reformas a que foi submetido no século XIX. Em sua frente foi construído um adro com pavimentação de pedra, ao qual se tem acesso por uma escadaria, sendo cercado por grade de ferro e pilastras de pedra





Nasceu como Igreja de Nossa Senhora do Pilar em substituição a igreja “velha”, que ficava fora do centro da vila e havia sido incendiada durante a Guerra dos Emboabas. Somente em 1960, quando foi instalada a Diocese de São João del-Rei, a igreja foi elevada a catedral recebendo, em 1965, o título de basílica. Hoje, fazem parte da Paróquia as igrejas do Carmo, do Rosário e das Mercês, além da Capela de Santo Antônio e do Hospital Nossa Senhora das Mercês.





A Basílica do Pilar se destaca pela sua suntuosa decoração interna, que em linhas gerais ficou a salvo das renovações neoclássicas que afetaram principalmente a fachada, preservando suas feições originais, que transitam do Barroco Joanino ao Rococó. Seis altares se alinham ao longo da nave, quatro nas laterais e dois junto ao arco do cruzeiro, apresentando sofisticada e densa talha dourada que prima pelos motivos vegetais, além de ter uma profusão de figuras de anjos se misturando aos arabescos, guirlandas, rocalhas, colunetas e volutas. Os altares seguem um mesmo padrão básico mas trazem algumas diferenças entre si.





A igreja de Nossa Senhora do Pilar é conhecida como uma das quatro igrejas que mais tem ouro utilizado na sua talha e na sua decoração. 

c) Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1733)



A Igreja de Nossa Senhora do Carmo de São João del-Rei localiza-se no Largo do Carmo da cidade, no estado de Minas Gerais, no Brasil. É uma das principais igrejas coloniais desta cidade mineira.



Erguida na fase áurea do rococó, a igreja traz inovações do estilo: a portada ricamente decorada por elementos escultóricos e as torres octogonais ligeiramente recuadas do plano da fachada.


O interior apresenta obra de talha de magnífica execução, mas sem o douramento comum às igrejas coloniais mineiras. No consistório há um conjunto de mesa com oito pés e cadeiras de alto espaldar em jacarandá, típico do período setecentista, atribuído ao artista Manuel Rodrigues Coelho, que realizou a capela-mor, os púlpitos e o medalhão do arco cruzeiro.

Um bonito portão de ferro forjado emoldura a entrada do cemitério próximo à igreja.





d) Igreja de São Francisco de Assis (1774)



A Igreja de São Francisco de Assis foi fundada pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis e começada em 1774. Ela é um dos principais marcos da arte colonial brasileira, tornando-se famosa pela beleza de sua arquitetura, pela riqueza de sua talha e pela participação nas obras do mestre Aleijadinho, autor do projeto, mais tarde modificado por Francisco Cerqueira. 

Devido à sua importância, a igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) junto com todo o seu acervo.




Interior da Igreja de São Francisco



Em 1781 a capela-mor estava essencialmente pronta, tendo contado com a colaboração do mestre Francisco de Lima e Silva. O altar-mor foi construído a partir de um projeto de Aleijadinho, modificado por Cerqueira e executado por Luís Pinheiro de Souza. Cerqueira responsabilizou-se também pela execução de quase todas as esculturas e obras de talha, mas os dois altares do arco cruzeiro são considerados fruto direto do Aleijadinho.



Até 1804 haviam sido terminados a nave e os demais trabalhos no corpo da igreja. Em 1809 Aniceto de Souza Lopes concluiu as torres e o coro, além de executar, segundo o IPHAN, os relevos do frontão e do frontispício da portada. Alguns estudiosos pensam, porém, que os relevos da portada são realização pessoal de Aleijadinho.



Ao contrário da capela-mor, os altares da nave aparentemente nunca foram dourados, e em algum momento foram pintados de branco.

                       Interior da Igreja - A talha de Aleijadinho aparece na sua cor original


Parte frontal da Igreja - Obra atribuída a Aleijadinho


e) Igreja de Nossa Senhora das Mercês



A igreja substitui a primitiva capela erguida antes de 1751 em devoção a Nossa Senhora das Mercês. Reformada em 1853, a atual fachada surpreende pela torre lateral ligada ao corpo da igreja por um estreito corredor. Além de interessantes santos de roca – São Pedro Nolasco e São Raimundo Nonato -, o altar-mor possui belíssima imagem da padroeira, que exerce grande carisma aos são-joanenses e atrai uma multidão de devotos por ocasião de sua festa. (www.guiadelrei.com.br)


Igreja Nossa Senhora das Mercês


IV - Referências

Wikipedia: São João del Rei
Igrejas históricas de São João del rei - www.guidelrei.com.br
fotos:HistoriacomGosto

V - Publicações Relacionadas

HistoriacomGosto.blogspot.com.br

a) Ouro Preto e o ciclo do Ouro no Brasil
http://historiacomgosto.blogspot.com.br/2016/08/ouro-preto-vila-rica-o-ciclo-do-ouro-no.html

b) Santuário de Bom Jesus do Matosinhos - Congonhas
http://historiacomgosto.blogspot.com.br/2016/08/santuario-de-bom-jesus-do-matosinhos.html

c) Tiradentes - Cidade Histórica
http://historiacomgosto.blogspot.com.br/2016/09/tiradentes-uma-cidade-historica.html

d) São João del Rei

 http://historiacomgosto.blogspot.com.br/2016/10/sao-joao-del-rei.html



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